Por Lu Valim, em 26 de janeiro de 2016 – Coluna Nutricional.
Minha experiência com a amamentação

Olá, mamães e futuras mamães!
Resolvi registrar aqui a minha experiência com a amamentação tendo como intenção incentivar e ajudar as mamães de primeira viagem, pois pra mim, foi e está sendo (já amamento há 9 meses completos) uma das melhores experiências da minha vida.

Quando eu e meu marido decidimos que queríamos aumentar a família, umas das coisas que me preocupava era a possibilidade de eu querer e não poder amamentar. Não considero pessimismo o fato de pensar que eu poderia não conseguir, mas a possibilidade existia, eu já havia lido muito sobre o assunto e sabia que eu estava sujeita (como tantas mulheres) a não ter leite; a não aguentar a dor inicial e desistir; a precisar tomar algum remédio pós parto e não poder amamentar; a precisar voltar a trabalhar; ao bico do peito não estar anatomicamente correto para uma boa sucção. Enfim, eu sabia que amamentar poderia não ser tão simples assim.

No dia 20 de abril de 2015, às 17:20h, meu tesourinho nasceu com 3.800kg. Fui para o quarto e logo trouxeram o Rafael para que ele sugasse o seio. Precisei amamentar deitada, pois devido a anestesia eu não poderia levantar da cama. A enfermeira colocou o Rafael deitadinho ao lado do meu tronco e para a minha surpresa, ele parecia que já havia recebido aulas intra útero e simplesmente encaixou a boquinha perfeitamente no meu peito. A “pegada” foi super correta. Tão perfeita que meus olhos já marejavam de dor. De dor? Sim, de dor. O Rafael sugava com uma vontade incrível e eu me perguntava como um recém nascido podia ter tanta força para sugar. Rssss…

Passei os dias na maternidade recebendo dicas das enfermeiras de como fazer o bebê pegar corretamente no seio. Apesar da dor, eu me sentia a mulher mais completa do mundo ao amamentar. Aquela conexão mãe e filho e aquele sentimento de “ele precisa de mim para se alimentar” me tornava realizada. Desde a maternidade eu comecei a passar uma pomadinha milagrosa que me ajudou muito a aliviar as dores no mamilo: a Lansinoh.

Algumas mulheres produzem leite em abundância e quando eu estava grávida e alguma mãe me falava que tinha tido muito leite, eu pensava comigo: tomara que eu seja uma dessas. Não foi o meu caso.

Eu e o Rafael recebemos alta do hospital e fomos para casa. Em casa, percebemos que o Rafael havia perdido peso, até que descobri que eu não estava produzindo leite o suficiente. Poxa, senti vontade de chorar! É difícil explicar, mas me senti menos mãe por isso.

Por recomendação médica iniciamos com suplemento para o Rafael e me medicaram com Equilid para meu leite descer! Ufaaaa, deu certo! :) Paramos rapidamente com o suplemento, pois já não havia necessidade, já que o leite materno estava dando conta.

Depois de uns 10 ou 12 dias pós parto, meus bicos já não doíam mais! Não tive rachaduras (pode ser que os poucos dias que tomei banho de sol nos peitos, na gravidez, ajudaram) e nao precisei mais fazer uso do Lansinoh.

Depois que passaram esses dias, o nosso momento amamentação passou a ser o mais agradável possível.
O Rafael mamava a cada duas horas, o que me impossibilitava descansar. Mas meus dias eram dele. Quando ele dormia, eu tentava dormir também. Muitas vezes eu preferia comer a dormir.. Rsss… Dá muita fome!

Ao longo dos meses, o intervalo das mamadas foram se espaçando e a cada quilo que ele ganhava peso, eu me sentia como se estivesse subindo de colocação no podium.

Hoje, o Rafael está com 9 meses e as pessoas me perguntam quando irei parar de amamentar. Dá trabalho? Menos que se tivesse que preparar o leite. Ele gosta? Ama… Faz bem? Muito. Quanto a desmamar, não vou forçar nada… Assim como o Rafael escolheu vir de parto cesariana, eu e ele vamos sentindo quando chegará a hora do desmame.
De uma coisa eu tenho certeza: sentirei saudades desse momento só nosso.

Esse vínculo entre mãe e filho que criamos, no momento da amamentação, é muito significativo pra gente. Além dos benefícios emocionais relacionados à amamentação, também há incontestáveis benefícios nutricionais para o desenvolvimento do bebê. Por tudo isso, entre as alegria e dores de amamentar, restará, com carinho e muitas lembranças … esses bons e intensos momentos de persistência, conquistas e vínculo de amor que só quem amamenta sabe definir como e quanto maravilhoso é. Você que está grávida, permita-se a essa experiência!!!

Beijos, Lu

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado